O uso da IA. As métricas de sucesso.

Todo esse mundo a nossa volta foi criado por seres humanos e por combinações de coisas naturais e talvez de outros planos também. O rabo de lagartixa. O rabo de lagartixa que está sempre em crescimento, crescendo em determinada direção.

Nas palavras do Yuval Harari, escrever sobre o futuro tem como principal objetivo fazer as pessoas refletirem no presente se é na direção daquele futuro que continuaremos a caminhar. No livro do Homo Deus ele fala sobre um possível futuro com todos os avanços da tecnologia e com todos os drivers que existem dentro de nós, seres humanos.

Numa situação de uma pessoa que sofreu ab[]s0, pensar em perpetuar ab[]s0s, sejam de ordem econômica, emocional, intelectual, social, etc, é bem desafiador.

A minha função básica é cuidar de mim, e dali fluir o cuidar dos outros. Eu já trabalhei com pessoas que apanharam violentamente durante a infância, a forma como elas se tratam é ab[]s@nd0 delas mesmas. Algumas dessas pessoas apanharam junto com a instruções de cuidarem mais dos outros. E essas pessoas eram overachievers. Estava trabalhando sob o próprio açoite na esperança de não sentirem mais aquilo de novo. Pelo menos eu acho que era essa a esperança.

Curioso não. A mãe olha para a filha e diz: é melhor você apanhar de mim do que da vida. E a filha aos 20 e pouco brilhante, trabalha e entrega tanto. E tem que tomar remédios psiquiátricos para viver com o próprio chicote.

Aprendi que as pessoas escolhem (talvez não conscientemente, ou mais parecido com eletromagnetismo do que uma escolha no formato humano que conhecemos – asterisco aqui para depois) as experiências que querem passar nessa vida. Então ver essa pessoa se açoitando verbalmente e através das suas ações me doi um monte. Aprendi do Bert Hellinger e do Renato Shaan que não podemos curar o outro (minhas palavras), podemos nos expor a situação de uma forma que olhamos para o que aquilo causa dentro de nós e nos permitimos vivenciar aquilo dentro de nós. E dali surgem curas – curas para ambos.

Eu acho essa filosofia linda – tem até um pouco disso nos vídeos de Vulnerabilidade da Brené Brown. E eu experienciei isso na prática. Eu pude presenciar curas em mim quando eu fui sincero sobre o meu mundo interior com familiares, amigos e colegas e sustentei o desconforto que viver aquilo causava em mim. Precisei de muita meditação Vipassana e Anapanna para estar inteiro nessas situações. E NOTEM, INTEIRO SIGNIFICA NÃO SER EVITATIVO. Eu tive que aprender o que é isso dentro do meu corpo, e pude aprender nas constelações, o que é meu corpo evitando algo e o que é meu corpo sustentando algo.

Esse é um aprendizado corpóreo e de alma importantíssimo e presente em todos os dias da minha vida. Passo com terapeutas que são menos fenomenológicos que isso. E são muito bons, trazendo grandes ajudar. Eu me pergunto se Osho, Buddha, seres com grande grau de consciência atuam num mix de fenomenologia e intenção.

Por exemplo, traçar metas é intencional. Adiar o início de uma reunião por um motivo forte pode ser intencional e às vezes fenomenológico. Nos estágios de meditação que já alcancei pude perceber a diferença, e pude perceber o quão mais profundo e pleno é viver algo seja intencional ou fenomenológico, mas alinhado a algo maior.

Se não houvesse tanto sofrimento acumulado em mim nesses últimos tempos, talvez não estivesse escrevendo esses posts.

Confesso que vou ficar muito feliz se pessoas lerem e quiserem comentar.

Na época da IA estou aqui escrevendo algo em WordPress sem imagem e sem cores.

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