Fui ab[]s@d0 s&xu@lmente na infância. Sim, uma verdade dura.
O por que isso aconteceu eu não sei, se isso faz parte do escolhi viver nessa vida, talvez.
Além das questões de confusão gerada entre intimidade e violência, vamos olhar para a fisiologia do corpo.
É duro. Tem um livro que fala sobre o ab[]so na infância, e as consequências psicológicas que isso tem na criança e depois quando ela se torna adulto.
E aqui vamos unir conhecimentos do Peter Levine sobre trauma, e conhecimentos do Keleman sobre organização e como.
Lembrando que esse é um assunto bem delicado, então se você não quiser ler além, compreendo. Faça num momento em que você esteja emocionalmente bem.
Um outro adendo importante é que esse post não tem rigor científico e são somente minhas iniciais interpretações de teorias bem densas e bem aprofundadas.
Relatando a minha experiência de como é viver fora do corpo, parcialmente fora do corpo. Tem tensões musculares que partem do isquio direito e revolvem pelas costas e pelo abdômen até o ombro esquerdo.
Durante as meditações do Vipassana, há anos sinto dores extremas na região do isquio e da perna direita. Quantas camadas esse trauma gerou. Quantas camadas foram criadas em cima de um Sankhara.
Gosto muito da analogia do eletromagnetismo. Se pensar que o Sankhara (nenhum rigor técnico nisso) gera um campo, quantas partículas são atraídas naquela direção com aquela vibração. Isso é muito coisa do livro o segredo, sim.
Se pensarmos em algumas explicações trazidas pelo Hélio Couto que digere conhecimentos complexos de física, onde tudo é informação, matéria é informação, energia é informação. E nada se perde, tudo se transforma. Até quando se queimam livros, aquela informação do livro simplesmente mudou de estado, e com tecnologias comuns parece impossível de se recuperar.
Ou seja, o sankhara original, seja passar por um ab[]s0, ou realizar um ou vários ab[]s0s em outras vidas, faz com que muita informação flua naquela direção.
No eletromagnetismo quanto mais intenso o campo, mais atração ele gerará e mais movimento irá naquela direção.
Ou seja, pessoas que causaram muito sofrimento numa grande intensidade vão acumular informação (emoção e outras coisas) de dezenas de pessoas – pense num soldado, por exemplo que fez coisas no tête-à-tête com outras pessoas – quanto de informação das outras pessoas ele não acumulou através dos seus sentidos.
Informação serve para gerar consciência. Por exemplo, quando você enfia o dedo na tomada e toma um choque e é extremamente desconfortável, você teve uma emoção, um desejo de pôr o dedo ali, e você tomou essa ação, depois dessa ação algo aconteceu, passar uma corrente pelo seu corpo. E isso seu corpo sentiu como algo desagradável, e bem dolorido. Você não vai fazer de novo. Ou seja, é uma informação que seu corpo guardou. Enfiar o dedo ali me faz sentir dor.
Se você vê uma tomada num formato diferente e quer enfiar o dedo de novo, você vai tomar outro choque, e aí você vai aprender, bom é uma tomada, mesmo que seja de formatos diferentes, ela dá choque, então não vou enfiar o dedo em nada que conduza eletricidade, não importa o formato.
Quando você SABE algo, enfiar o dedo na tomada dá choque, você ou não o faz, e vai fazer qualquer outra coisa com a sua vida. Ou você o faz sabendo das consequências, por exemplo, para mostrar para um filho o que acontece para ele não ter que passar por isso ele mesmo. (Não que vá adiantar muito, pois ele provavelmente vai ficar curioso até passar por isso ele mesmo, porém, ele vai ver que quando você fez aquilo você sentiu dor – digressei – vamos voltar.)
Se o ser humano soubesse que fazer algo s&x[]@l sem consentimento é ruim, ele não o faria, assim como ele não enfiaria o dedo na tomada. Mas ele não SABE no seu nível mais profundo. Ele não está atento o suficiente a si mesmo para sentir o choque que acontece na hora em que ele faz isso. Essa é a verdade. Ele não está consciente o suficiente para sentir o choque. Talvez em algum momento ele aprenda, e tudo bem.
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