Tudo no passado.
Decepção no passado.
Tristeza no passado. Dor no passado.
Amargor no passado.
Remorso no passado.
Culpa no passado.
Culpa do que foi e do que não foi no passado.
Culpa do que dei, culpa do que não dei, culpa do que não consegui dar, culpa do que consegui dar, culpa do que não consegui dar, tudo no passado.
Ports, eu via seu olhar, nunca consegui dar ou ser o que você queria eu desse ou fosse. Talvez você estivesse a pedir demais, talvez você quisesse a minha vida. Talvez você quisesse a minha vida. Por amor e por vingança, por amor vingativo. Quanto amor vingativo tinha no seu olhar. Quanto amor de querer me destruir tinha no seu olhar.
Eu via todo o seu olhar. Eu via todo o seu amor. Eu via tudo que você queria se vingar por. Éramos adolescentes vivendo uma de muitas outras vidas, onde sejá lá o que houve, fez você chegar querendo vingança.
Meu amigo, eu não pude te entregar a sua vingança de bandeja, você teve que conquistá-la, e eu fui achando refúgios dentro de mim, refúgios de você dentro de mim. Não permiti que você concretizasse a sua vingança, o seu amor, palavras intercambiáveis nesse contexto.
A sua vingança era maior do que eu conseguiria te oferecer. Não sei como fazer para te amar na sua inteireza, mas o amo. Naquilo que tenho hoje eu o amo. Talvez não seja o suficiente para soltar o emaranhamento quântico, mas é suficiente para eu seguir em frente agora. Eu quero coisas que estão na frente Ports. Eu as quero sim. E eu sigo em frente.
Eu não sei se você ainda vai querer voltar para buscar a sua vingança, mas se você voltar, serei só consciência. Já sou consciência. Já sou consciência. Já sou consciência.
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