Imagine uma criança que nasceu no meio da guerra.

Imagine uma criança que nasceu no meio da guerra.

Imagine uma criança que nasceu no meio da guerra dos pais.

Imagine uma criança que nasceu no meio da guerra civil.

Imagine uma criança que nasceu no meio da guerra de diferentes grupos sociais.

Imagine uma criança que nasceu durante a Segunda Guerra Mundial.

Imagine uma criança que nasceu durante a Primeira Guerra Mundial.

Imagine uma criança que nasceu na Palestina.

Imagine uma criança que nasceu no meio das guerras em Israel.

Imagine uma criança que nasceu na Ucrânia agora no meio da guerra.

Imagine uma criança que ia para a escola e está no meio da guerra.

Imagine uma criança treinada para a guerra na República Democrática do Congo ou na Somália.

Imagine uma criança.

Imagine agora que todos nessa Terra já foram uma criança.

Imagine que todos os adultos com grandes poderes ou não já foram uma criança.

Somos todos (ou quase todos) frutos de alguém que foi para a Guerra, ou de alguém que esteve em situação de Guerra, ou de alguém que conviveu com pessoas que foram para a Guerra.

A Guerra existe dentro de todos. Existe no coletivo.

Só quem conhece a Guerra pode conhecer a paz – dizem.

Novamente voltamos para consciência.

No livro sobre Emoções para Neurodivergentes gosto muito da definição de tristeza.

Tristeza está intimamente relacionada com a perda. Quando ficamos tristes, precisamos de um tempo para processar. Esse processo serve para refletirmos sobre o que perdemos e sobre a importância daquilo que perdemos para nós. E após esse período de reflexão, ou seja de aprendizado, seremos mais cuidados para não perdermos aquele recurso que era importante para nós.

Se estar em paz é um recurso que é importante para nós, as perdas, as vidas perdidas, as vidas mutiladas serão o ponto de partida para vermos a importância daquelas pessoas, da paz, nas nossas vidas.

Quanta guerra precisaremos viver até darmos valor à paz, darmos mais valor à colaboração do que à competição?

Dizem que o oposto do Amor é o Medo, e não o ódio. Quanto medo se tem nas 8 bilhões de pessoas na Terra para não se amar os outros a ponto de matá-los?

Eu comecei porque eu não sei se o outro vai começar a guerra se eu não começar. Sim – medo. O outro não enfiou o dedo na tomada ainda, você já até enfiou e sabe que vai tomar choque, mas se o outro não enfiou o dedo na tomada, e você vai ser a primeira experiência com eletricidade dele, nada impede o outro de vir tomar choque com você, ou seja, guerrear com você.

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