Gostaria, gostaria fortemente, te digo, de ter um botão para desligar e religar o que sinto. Mas se eu desligasse, eu não iria atrás das soluções, te digo, não aguento mais pedir ajudas, não aguento mais pedir ajudas. Isso não é um post sobre desistência, mas é um post sobre fluidez.
É um post sobre continuar seguindo, sobre continuar sentindo, sobre continuar sendo mim mesmo.
É um post sobre incompreensão, sobre por que sinto tanto? O que é isso que eu sinto tanto assim, tem que haver uma explicação.
É medo. É medo de não saber lidar com o amanhã, é medo de não saber lidar comigo mesmo amanhã. É medo de não saber lidar com o mundo.
Meus amigos e amigas, eu vi tanto sofrimento ao longo da minha vida, e senti tanto desse sofrimento, e como falar para os outros que eu vejo o sofrimento deles, e que eu não fazia ideia durante minha infância e adolescência de dizer, de comunicar o que eu sentia.
Ainda somado ao medo de perder todos aqueles que eu amava, os quais muitos negavam o que sentiam. E isso me confundia ao extremo.
Eu ficava completamente confuso. O que eu estava sentindo não era verdadeiro? Agora eu entendo que era, os adultos não haviam sido treinados para sentir, para serem verdadeiros e lidar com aquilo, eles estavam fazendo o melhor que podiam, sofrendo junto.
E isso era enlouquecedor. Complementamente enlouquecedor. Se aqueles que eu confiava tanto não eram capazes de assentir o que eu trazia, eu passei a confiar mais neles do que, eu passei a confiar mais no externo do que no interno. E isso levou ao caos.
Como disse a Teal Swan, a maior doença do mundo hoje é a fragmentação. Aqui o link para esse vídeo.
Cada vez que se diz um não quando seria para se dizer um sim baseado no que existe no seu interno, gera um cisma, um cisma que só a consciência e a repassagem podem curar.
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